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sábado, 19 de setembro de 2015

Você foi embora

Até outro dia você estava aqui. Me abraçava, me consolava. Porém você se foi. Para sempre. Eu achei que com o tempo, essa dor, essa saudade, iria ficar menos pior, porque não tem como melhorar.
Mas não foi assim que aconteceu.

Até hoje há ainda a mancha de café nas xícaras que você usava. Algumas coisas nunca foram mexidas desde então. Outras foram organizadas, mas mesmo assim ainda me lembro de como as coisas ficavam antes. O seu cheiro ainda está naquele roupão que você usou na última vez que fez frio.

A casa ficou mais fria desde sua partida. Desde então, me sinto solitária. A casa parece que aumenta cada dia mais, esfria cada vez mais.

Ás vezes olho as fotos em que você aparece sorrindo. Me dói o coração saber que nunca mais poderei ver novamente esse sorriso. Que nunca mais poderei te ver. As fotos até parecem se mexer, as pessoas mexendo como quando minutos antes da foto ser tirada. As fotos que não parecem se mexer mais foram dos momentos que não estão muito claros na minha memória. Deve ser assim mesmo, As fotos param de se mexer quando aqueles momentos já estão esquecidos. Já tentei esconder todas as fotos, mas parece que piora. Olhar para elas me faz chorar, mas não tê-las ali me faz chorar ainda mais.

Algumas lembranças boas me fazem chorar. Lembrar de nossas brigas me faz sentir mal. Eram motivos tão bobos, por que perdi tempo com isso? Não consigo deixar de me sentir culpada.

O que mais me dói, além disso tudo, é que sempre que eu me lembro de você, primeiro vem à minha mente as últimas vezes que eu te vi, e essa não era a imagem que eu gostaria de ter. Só depois vem as outras.

Desde então, eu que sempre tive medo, passei a ter mais medo das coisas. Medo de ficar só, medo de perder as outras pessoas que eu amo...

Eu tenho tentado seguir em frente, mas cada dia fica mais difícil. A impressão que eu tenho tido, é que quanto mais eu tento seguir em frente, mais meu interior desmorona. Minha cabeça começa a inventar coisas, fazendo com que eu ache que as pessoas que eu amo têm feito coisas que elas não têm feito, que meus amigos digam coisas de mim e que estão se afastando. Será que eu estou tão destruída por dentro assim?

Às vezes eu não tenho vontade de levantar da cama, e não é um simples "quero dormir mais" é um "Não quero ver nada no mundo, não há nada de bom que me espere", ou então um "estou totalmente sem esperanças". Acho que a expressão "estar totalmente quebrada por dentro" me definiria no momento. Até mesmo pensamentos bem piores já tive, mas até o medo de fazer qualquer um deles me impediu.

Eu prometi que não teria esses pensamentos novamente, mas não é tão fácil assim cumprir minha palavra. Gostaria de me sair melhor nisso, mas não estou conseguindo. Começo a chorar do nada ultimamente.

Já até senti arrependimento por você ter me conhecido. Quem sabe teria tido um final diferente? Mas até mesmo esse pensamento me machuca, apesar da incerteza do meu futuro. Não sei se vou me tornar quem eu gostaria, não sei se isso vai fazer as pessoas ao meu redor felizes, e o mais importante, não sei se isso vai me fazer feliz. Não sei se serei capaz do que eu quero fazer ainda, não sei se vou conseguir ultrapassar esses obstáculos.

Os pedaços do meu coração tentam se unir todos os dias, mas até hoje ele não está curado. Não sei se ele ficará algum dia, e espero não desistir por completo até esse dia chegar.








sábado, 15 de agosto de 2015

Do que você tem medo?

Do que você tem medo?

Tenho medo de falhar. Medo de ser derrotada e não conseguir mais me levantar.

Medo da pessoa que eu tanto amo um dia deixe de me amar e que ela vá embora.

Medo de não conseguir realizar meus sonhos.

Medo de decepcionar as pessoas, e que elas nunca mais confiem em mim.

Medo de que as pessoas que eu amo percam a confiança em mim.

Tenho medo também de pesadelos, mas aqueles pesadelos que trazem meus maiores medos à tona.

Tenho medo de ser esquecida.

Tenho medo de ficar sozinha. Sem ninguém em quem eu possa confiar, em quem eu possa contar, sem ninguém ao meu lado.

Tenho medo de não conseguir superar as dificuldades.

Medo de as dificuldades serem maiores que minhas forças.

Tenho medo de ser abandonada pelas pessoas que eu mais amo.

Medo de não conseguir ter um emprego que eu goste.

Tenho medo da morte.

Tenho medo de perder meus pais.

Tenho medo de perder meu irmão.

Tenho medo de perder minha irmã.

Medo de perder meu namorado, minha namorada.

Tenho medo de perder todas as pessoas que eu gosto.

Tenho medo do futuro.

Tenho medo da solidão e do que ela pode fazer comigo.

Tenho medo de me perder. Para sempre.

Tenho medo do que um pensamento errado pode fazer na minha cabeça.

Tenho medo dos meus pesadelos se tornarem realidade.


Tenho medo do medo.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Chocolate quente



Há dias que o chocolate quente combina melhor com um livro do que o chá.
Chocolate Quente + A Casa de Hades


domingo, 28 de julho de 2013

7 Pecados Literários - Luxúria

Não desistir


1 - Gula
2 - Preguiça
3 - Orgulho
4 - Ganância
5 - Inveja
6 - Ira
7 - Luxúria
Poirot *__*

Qual característica me atrai nos personagens?

Muitas. Gosto quando os personagens são inteligentes e elegantes. Quando eles são carismáticos ou engraçados também. Mas o que eu mais gosto, mesmo, de verdade, é quando eu vejo que alguma característica de algum personagem  é muito semelhante às minhas. 




Bando de cabeça dura que perseguem
 os sonhos
Não deixar ninguém para trás


segunda-feira, 15 de julho de 2013

7 Pecados Literários - Ira

1 - Gula
2 - Preguiça
3 - Orgulho
4 - Ganância
5 - Inveja

6 - Ira

Qual autor/autora ou personagem eu tenho raiva?



Eu tenho raiva do Conde Olaf, de Desventuras em Série. Ele é um homem extremamente mau que consegue escapar graças à burrice de todos.

Foi esse livro que eu li x.x







Não gosto muito da autora Lygia Fagundes Telles. Não que os textos dela sejam ruins. São muito legais, porém quando eu li um livro dela, além de ter ficado sem escrever por mais de 4 meses, a maneira como ela escreve me deprimiu, sugou toda minha energia. 



terça-feira, 18 de junho de 2013

7 Pecados Literários - Inveja

1 - Gula
2 - Preguiça
3 - Orgulho
4 - Ganância


5 - Inveja

Qual livro não tenho e sinto inveja de quem o tem?





As Crônicas de Nárnia, do C.S. Lewis. Mas não é qualquer uma. É uma versão volume único antiga, que tem todas ou quase todas ilustrações originais.







O herói perdido e O filho de Netuno, ambos de Rick Riordan. Meu irmão comprou os dois, mas eu tenho A marca de Atena :) Na verdade, a coleção completa dos Heróis do Olimpo e os Olimpianos.







A coleção de Desventuras em Série.







A coleção completa dos livros da Agatha Christie.




sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma viagem levada pela magia da música

Carisma. Charme. Graça. Paixão.

Isso e muito mais foi o que pude conferir em um dos mais belos espetáculos que vi com meus próprios olhos.
Após muito tempo de espera, consegui ir com minha tia a um show que ambas esperávamos a muito tempo para acontecer em nossa cidade. Por fim, esses meses de angústias chegaram ao fim quando compramos nossos ingressos, em cima da hora (sem exageros, compramos um dia antes do espetáculo). Ficamos mais de uma hora na fila, conversando sobre quais seriam as músicas tocadas, qual seria a música de abertura. Escolhi o melhor lugar na arquibancada (sim, ingressos baratos = lugares não tão perfeitos) pois eu conhecia a casa de show melhor que minha tia e sabia exatamente onde o som chegaria aos nossos ouvidos sem nenhum problema. Chegamos, observamos bem a posição das cadeiras, de como estava montado o palco. Minha tia choramingou porque o piano de cauda estava na parte do palco mais longe de nós. comentei com ela que havia um piano perto de nós também, mas tinha outro algo na frente do piano que eu não sabia o que era.
tocando fodasticamente em dois pianos
Então as luzes apagaram, e então os músicos entraram, tomaram suas posições e a música começou. Então o principal apareceu, levando todas as pessoas que estavam ali a mergulharem em um mundo mágico de música, emoções e magia. Lembro que ele entrou, mas não lembro agora se vestia roupa toda branca ou toda preta. o principal era Yanni, um músico grego que eu, minha mãe e mina tia admiramos muito. O visual que conhecemos tinha mudado, ele não usava mais o bigode característico. Enfim, a música começou a tocar, ele entrou correndo, pulou (é, pulou) pelo palco inteiro, regendo a orquestra do jeito mais alegre e inimaginável possível. Então, outra música inicia. Eu e minha tia não acreditávamos no que víamos e ouvíamos. Ele então, se aproximou do piano mais próximo da parte onde estávamos sentadas, começou a tocar, virou de frente para o público, colocou a outra mão no que estava à frente e começou a tocar também! era nada mais nada menos que dois pianos próximos, um de frente para o outro, e outro de frente para a platéia, além do piano de cauda. Para completar o espanto, não era um piano comum, era um piano de órgão, desses com três andares.
Ouvir cada música nova pela primeira vez, ao vivo, foi algo que não pode-se explicar. Ouvir as músicas que a mente já sabe, foi emocionante. Ouvir cada nota, cada som, sentir o que a música transmitia a todos, de modo diferente para cada um. A mente completava a música, a música completava nossa mente, como se estivéssemos em sintonia.
Sentir a magia, poder ver ele tocando com tanto amor, com tanta paixão e sentimento valeu cada centavo, cada tempo, cada minuto. É o que se pode dizer que "ele toca com a alma".
Se ele toca com a alma, a garota que cantava, canta com a alma. Tinha voz de rouxinol, a voz mais bela que ouvimos, eu e minha tia chegamos nessa conclusão.

Aqui uma das minhas músicas favoritas, que tocou depois de a platéia insistir muito para que ele não fosse embora.






terça-feira, 4 de junho de 2013

Tédio

As horas se arrastam lentamente. Ouço chamarem meu nome, mas não respondo. Ouço novamente, finjo-me surda. Olho para os lados, os risinhos surdos são uma ofensa aos meus ouvidos. Focalizoo material à minha frente e sorrio. Sarcasmo, meu melhor amigo ali, me ensinara a sorrir. Ele sorri de dentro de mim e ignoro os que estão a minha volta. Ouço meu nome novamente, o que atrapalha meus pensamentos.
Levanto-me e sento-me junto de vermes, seres que desapareceriam do mundo sem fazer falta. Olho o relógio. Tudo não passou de dois minutos. As pessoas ao meu redor me olham como se eu fosse de outro planeta. Lógico, vermes têm medo das pessoas.
As horas continuam se arrastando. Ouço novamente meu nome. Estou farta. Falam dos vermes e de mim. Sarcasmo manda eu não ligar. Logo tudo irá acabar e eu não precisarei de aturar o destino, que passa cada dia mais devagar. Nada me importa, e tudo será apagado da minha mente em pouco tempo.
Saio e ouço o farfalhar do silêncio chegando nos meus ouvidos. Finalmente uma paz me envolve e escuto apenas o silêncio dos meus sapatos quando me movo. Agora, paz. 1 segundo depois, Inferno. Ando ouvindo meus passos até que todos irrompem pela porta numa falação insuportável. Andam, tropeçam, falam, atropelam. Ando devagar, irritando os que estão atrás de mim, e com o olhar fixo no fundo do corredor, como se uma porta que levaria a outro lugar abrisse, somente para mim.

sábado, 1 de junho de 2013

7 Pecados Literários - Ganância

1 - Gula
2 - Preguiça
3 - Orgulho

4 - Ganância

Qual livro queria muito ter/comprar/ganhar?

O Arqueiro, O Andarilho e O Herege, do Bernard Cornwell. É uma história dividida nesses três livros. comecei a ler O Arqueiro há uns 3 anos mais ou menos, mas não consegui pegar os outros emprestado. Outro livro que eu gostaria muito é O Estranho Mundo de Tim Burton. Sou apaixonada pelas obras do Burton.







terça-feira, 28 de maio de 2013

7 Pecados Literários - Orgulho

1 - Gula 
2 - Preguiça

3 - Orgulho

Qual livro tem orgulho de ter lido?

Viagem ao Centro da Terra, de Julio Verne. É um livro maravilhoso, apesar de desafiar bastante a ciência e a geografia, mas ainda assim, maravilhoso. Apesar de não ser engraçado, pude rir um pouco de algumas falas específicas e algumas cenas que viam à minha cabeça enquanto lia.

É essa edição que eu li :)

terça-feira, 21 de maio de 2013

7 Pecados Literários - Preguiça

Bom, o primeiro pecado literário que eu coloquei foi Gula.
O segundo será:

2 - Preguiça

Qual livro não li porque fiquei com preguiça?

Foi um livro do J. M. Simmel, chamado "Um ônibus do tamanho do mundo". Meu pai me emprestou para ler, disse que era ótimo. Já encontrei muitas pessoas que disseram que o livro era muito bom, mas eu não consegui sair das duas primeiras páginas. Lembro de poucas coisas. Somente que uma garota estava levando a ovelha preta de estimação em uma viagem de ônibus e a ovelha pulo para fora do ônibus e a família dela tentou ir atrás.

domingo, 12 de maio de 2013

7 Pecados Literários - Gula

Baseado nesse post de um blog que eu leio, resolvi fazer minha própria lista. No entanto, ele será aos poucos. e não farei de maneira igual também

1 - Gula

Qual livro devorei mais depressa?






O livro que eu demorei menos para ler foi "O último olimpiano" do Rick Riordan. levei uma tarde para ler o livro.





Outro livro que demorei muito pouco para ler foi "A última batalha", sétimo livro das Crônicas de Nárnia, demorei meia noite para lê-lo. Porém, esse último eu já tinha lido uma vez, mas já fazia muito tempo.






Qual livro devorei mais devagar?




Acho que foi "Grau 26" do Anthony E. Zuiker. Eu queria demorar mais do que demorei para ler, mas foi porque eu estava em um hotel e levei o livro. Como não tinha computador e eu não gosto de carnaval (era feriado de carnaval), não tinha muita coisa para fazer. Infelizmente, eu ficava muito tempo sem fazer nada e li o livro mais rápido do que eu queria.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Noite, sono


Estou com sono. Sim, estranho um post a essa hora, sobre um assunto como esse. Mas enfim, estou com sono.

Queria ser novamente criança, para minha mãe me colocar na cama. Me cobrir com uma coberta nos dias de frio, me abraçar forte nas noites chuvosas, dizedo para não temer os relâmpagos e os trovões. Sentar na beira da cama, ler uma história que eu não ouvirei o final. Colocar uma música calma, clássica para dormir e ter uma noite tranquila.

Agora ela anda muito cansada, eu também ando muito cansada. Eu cresci o suficiente para arrumar minha própria cama, ler minhas próprias histórias, colocar minhas músicas. Mas ainda sinto falta.

Sinto falta de alguém ao meu lado quando sinto muito frio. Sinto falta de abraçar alguém. Para isso, existem pelúcias, mas não é a mesma coisa. Elas não são quentes, não transmitem segurança. Elas nada poderão fazer por você, a não ser ouvirem seus medos, segredos, lamentos, abraços. Pelo menos elas são silenciosas. Não contarão a ninguém.
Sinto falta de alguém ao meu lado, transmitindo exatamente o que as pelúcias não o fazem.

Sinto falta de você ao meu lado. Sou possessiva, eu sei. Mas que posso fazer?
Preciso, no momento

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Utopia


Nasci na época errada. Falo isso para mim desde o momento que tomei conhecimento do fato.

Não sei se eu deveria ter nascido a muito tempo atrás, na Idade Média, no futuro ou mesmo numa época atemporal, que só existe no imaginário, no íntimo de cada um. No MEU íntimo.

Pelo meu espírito revolucionário, deveria ter nascido em alguma época de ditadura, em algum lugar onde havia pessoas insatisfeitas com a situação em que viviam, que tinham esperança de mudança. Elas faziam protestos, contavam umas com as outras por terem o mesmo ideal, não tinham medo do futuro em prol da mudança para melhor.

Pelo meu ego, talvez deveria ter nascido uma rainha inglesa, como Elizabeth I. Ela que governou sozinha, sem um rei. Derrotou a Invencível Armada espanhola, cortava a cabeça dos que irritavam-na, mandava e desmandava, sem ser criticada ou contrariada.

Pela escola, talvez num lugar que as pessoas não aprendam somente para passar de ano, no vestibular ou para ganhar pontos. Que elas estudem pelo prazer de aprender e levarem os conhecimentos adquiridos por toda a vida.

Deveria ter nascido em algum lugar no espaço-tempo em que as pessoas não levassem tudo que você fala para o sentido sexual - a não ser quando o assunto é sexo - e te zoassem pelo que é dito. Elas sabem que no contexto, o que é falado tem outro significado, mas gostam de provocar.

Eu deveria ter nascido numa sociedade em que o romantismo romântico prevalecesse, mas sem todas as fantasias exageradas. Uma sociedade em que casais aproveitassem seus momentos percebendo as coisas simples que trazem alegrias; haveria um sutil jogo de sedução entre os interessados. Um sorriso, um balançar de cabelo ou cabeça, um afago no rosto, um passeio. Hoje acontece tudo tão rápido, tão sem sentimento, que tudo é levado apenas para o prazer do momento. Pessoas se envolvem em algo verdadeiro e profundo cada vez menos.

Procuro viver numa realidade utópica, mesclando minha vida paralela com a real. Não dá certo, pois as pessoas com quem convivo não tomam partido de meus ideais. Acham que deveria ceder ao mundo.
Refugio-me no meu esconderijo do mundo.

I'm dreaming in colors of getting the chance
Dreaming of trying the perfect romance
In search of the door to open your mind
In search of the cure of mankind