Peter fica mais um tempo no hospital e sai. Está chovendo
novamente. Peter pega seu guarda chuva e antes de abri-lo, olha a ponta, com um
olhar muito triste. Ele lembra-se de Laura no dia que ela o acompanhou até em
casa e depois a imagem de seu corpo em cima da sombrinha, e o sangue
espalhando-se no chão vieram a sua mente. Um carro passa na sua frente. Débora
aparece com uma sombrinha, debaixo da chuva, caminhando na direção dele. Ela
vem de outra entrada do prédio.
-Bom, parece que você não terá que cuidar de mim tão cedo –
diz Peter feliz.
-É uma pena – disse ela, brincando – é um pouco tarde, mas
você quer almoçar comigo?
Débora e Peter vão para um pequeno restaurante. Eles pedem a
comida e conversam um pouco sobre os “mistérios” acerca da garota que morreu dois
meses atrás.
-Então, Yuki Kaoru é prima da garota com o tapa olho, Miki?
Bem, apesar de não conversar muito com meu irmão, ele me contou algumas coisas
interessantes. Ele disse que a turma tem algo de anormal. Espera, essa não é a
palavra certa. Algo de não natural. Ele não me falou mais nada, nenhum detalhe.
Peter, você sabe os detalhes do porque sua sala ser especial?
-Não, não sei muita coisa. Eu sei que tem algo de muito
estranho, mas por mais que eu pergunte, os meus colegas de sala se recusam a falar.
-É mesmo? Bom, meu irmãozinho parecia muito assustado. É
somente um palpite.
-O que você quer dizer com isso?
- Ele não acredita que o acidente que ocorreu seja um
acidente.
-Ele não acha que foi um acidente? Acha que ele está
assustado por esse motivo?
-Não sei – respondeu ela, bebendo um pouco de chá.
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